- Sorriso maldoso: No segundo dia de depoimento na Justiça Federal, o soldado Rafael Cunha da Costa Sá, um dos suspeitos de envolvimento na morte de três jovens do Morro da Providência, afirmou ter visto o tenente Vinícius Ghidetti rindo após entregar os rapazes a traficantes do Morro da Mineira, no Centro do Rio.
sábado, 5 de julho de 2008
Lágrimas de crocodilo
A Procuradoria não esteve "nem aí" para as lágrimas derramadas por um dos militares que entregaram três jovens para serem assassinados por traficantes no Rio de Janeiro. O choro do tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade, acusado de comandar o grupo de militares que entregou três jovens do Morro da Providência a traficantes da Mineira, não convenceram a procuradora Patrícia Nunes Weber. Ao fazer um balanço dos depoimentos de militares prestados até a tarde desta sexta-feira, 4, à Justiça Federal, a procuradora afirmou que, em juízo, as pessoas podem mentir. “Ocorreu um fato muito grave. A gente sabe que em juízo as pessoas podem mentir. Elas podem fazer choro falso, como já ocorreu”, disse, numa referência ao choro derramado pelo tenente durante seu depoimento ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, na quinta-feira. “Podem se lastimar. Pena que não se lastimaram na hora em que as vítimas morreram.”
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