quinta-feira, 5 de junho de 2008
Lula dispara o verbo contra os palpiteiros que querem "meter o dedo" na Amazônia
O presidente Lula voltou " arrabbiato" da Itália. Essa história de todo mundo meter o bedelho na Amazônia já está tirando o presidente "do sério". E com razão. É estrangeiro querendo comprar pedaços da floresta - e efetivamente comprando -, é estrangeiro querendo ditar políticas para a floresta, é estrangeiro instalando bases na floresta, é estrangeiro achando que a floresta é dele e se Lula não falar grossa e bater na mesa, daqui a pouquinho vai ter estrangeiro invadindo a floresta. Hoje, 5, durante cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente, Lula bradou que há muitos palpiteiros sobre a questão da Amazônia e que eles “não têm autoridade moral” para sugerir políticas de preservação. Lula aproveitou a data para enviar ao Congresso um projeto de lei criando a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas e decretou a criação de três novas unidades de conservação ambiental. “Eu de vez em quando acho que a Amazônia é como aqueles litros de água benta que têm na igreja, todo mundo acha que pode meter o dedo. Basta ser católico e entrar na igreja que quer colocar o dedo para se benzer. E é muita gente dando palpite. Não é que nós não queiramos ajuda, não é que nós não queiramos partilhar os conhecimentos que precisamos ter da Amazônia, não é que nós não queiramos produzir projetos conjuntos. Nós não podemos permitir que as pessoas tentem ditar as regras no que a gente tem que fazer na Amazônia". Lula avisou que não teme os debates internacionais sobre o tema e está disposto a colaborar, mas não abrirá mão da soberania de suas decisões. É isso mesmo!
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